Guia de Automação Comercial
Nesta edição continuaremos a falar sobre a automação comercial de supermercados, abordando o assunto implantação.
1 – Comece pela retaguarda: Mesmo se a sua prioridade for agilizar o atendimento no caixa, é aconselhável começar o processo de implantação da automação comercial pela retaguarda. Isso porque a frente de loja automatizada gera informações que sem a retaguarda preparada não adianta nada. Na retaguarda, você irá automatizar as seguintes atividades: pedido de compra; recepção de mercadorias; armazenamento e distribuição de produtos para lojas; precificação e reposição de mercadorias; recepção de mercadorias, armazenamento e distribuição de produtos para lojas; precificação (margens, análises de rentabilidade); reposição de mercadorias. Irá controlar o estoque; analisar o perfil da clientela; a rentabilidade por produto, entre outras atividades. Com a automação da retaguarda, você irá administrar melhor o estoque e o giro da sua loja. Isso porque você terá a curva ABC de vendas e rentabilidade de produtos.
Lembre-se que hoje em dia, estoque grande significa dinheiro parado. Além disso, sabendo quais os produtos mais vendidos, fica mais fácil fazer a reposição de mercadoria corretamente e investir em produtos que realmente dão lucro. Essas informações também vão dar mais poder de fogo para você negociar com seus fornecedores e, assim, melhorar as condições de compra. Outro benefício é a possibilidade de diminuir o índice de perdas da sua loja. Com a automação da retaguarda, ao controlar o recebimento e armazenagem de mercadorias, problemas com produtos com data de validade vencida na prateleira, armazenamento inadequado e roubo tendem a desaparecer.
2 – Uma ação de cada vez: Faça a implantação do sistema de automação por áreas. Depois de estar concluída a automação da retaguarda, por exemplo, dê início ao processo na área financeira do supermercado e, depois de concluído, passe para outro setor. É importante concluir e resolver os problemas de cada área, um de cada vez.
Nas áreas financeiras/administrativa, o controle do contas a pagar e a receber; fluxo de caixa, despesas, custo de pessoal, entre outras atividades, passarão a ser controlados pelo sistema. Por essa razão, na hora de escolher o programa que irá automatizar o seu negócio, certifique-se de que ele irá fornecer todos os relatórios gerenciais necessários para sua atividade. Ao automatizar essas áreas, ficará mais fácil saber a real situação financeira da sua empresa e identificar com mais precisão os setores e áreas que justificam investimento.
3 – Por último, a frente de loja: Só depois da automação da retaguarda e das áreas administrativa/financeira estarem prontas, comece a implantar o sistema de frente de loja. Comece com a implantação do check-out (caixa), onde será instalado o PDV ou a máquina registradora e seus periféricos. Como o sistema da retaguarda já registrou todos os produtos comercializados na loja (com seus devidos códigos e preços), ficará mais fácil colocá-lo em operação. Aqui, será mais uma questão de conexão de equipamentos e integrar a base do banco de dados do seu supermercado.
Com a frente de loja automatizada, atividades como o registro de venda ao consumidor, emissão de cupom fiscal, preenchimento e liberação de cheques, recebimento de cartão de crédito/débito, trocas e devoluções, concessão de crédito, preços e condições de pagamento serão realizados pelo operador do caixa sem perda de tempo. Toda a movimentação da loja registrada no caixa irá gerar dados que abastecerão o sistema de retaguarda. Assim, entre outros benefícios, você saberá o momento certo para repor determinada mercadoria. Essas informações também serão usadas pelo sistema administrativo e financeiro da sua loja.
Além da possibilidade de atender o seu cliente mais rapidamente e oferecer serviços de qualidade, um dos benefícios desse investimento será, com certeza, a diminuição no recebimento de cheques sem fundos, pois o sistema permite a consulta nos órgãos de proteção ao crédito antes do preenchimento do cheque. Além disso, com o leitor ótico (scanner de código de barras) erros na digitação de preços de produtos serão praticamente eliminados.
4 – Não dispense ajuda: Mesmo com o projeto de automação concluído, não dispense imediatamente o profissional especializado. Computadores estão sujeitos a falhas e as pessoas que trabalham com eles também podem não otimizar todos os seus recursos.
Por essa razão, é importante manter o relacionamento de parceria com o seu fornecedor. O processo de acompanhamento, assistência técnica, manutenção e atualização do sistema têm que estar previstos no contrato.
Fonte: Revista Automasoft e Bematech.
Dica de passeio
Aquário de São Paulo
Com mais de 3.000 metros quadrados, o espaço possui diversos aquários temáticos e espécies raras da fauna brasileira, além de pingüins e tubarões, proporcionando entretenimento e conhecimento aos visitantes, através da visualização e compreensão de diversos ambientes aquáticos.
Há um aquário gigante de 1 milhão de litros de água salgada, e 22 tanques com cerca de 200 espécies de peixes de água doce. Há a réplica de um submarino da II Guerra Mundial em tamanho natural, a reprodução da estação polar brasileira na Antártica, um Cinema 3D, o Museu de Fósseis, e o Vale dos Dinossauros, com réplicas dos grandes répteis e efeitos especiais. A criançada também pode conhecer um pouco o dia a dia dos biólogos e oceanógrafos. Há também animais divididos em 4 temas: Rio Tietê, Selva Brasileira, Pantanal e Amazônia.
Endereço: Rua Huet Barcelar, 407, no Ipiranga, Zona Sul
Para consultar a programação, horários, preços e mais informações: http://www.aquariodesaopaulo.com.br/
Dica cultural
Você sabe de onde vem a expressão “fazer o pé de meia”? E a expressão: “misturar alhos com bugalhos”? Pé-de-Meia é o dinheiro guardado para uma eventualidade ou com um objetivo específico. A expressão veio do costume, entre os pobres na Europa, de usar um velho pé de meia como cofre para guardar economias.
Já o alho (do latim alliu) todo o mundo sabe o que é. Bugalho é uma excrescência arredondada que aparece nas folhas de certas árvores. Esbugalhar é arrancar os bugalhos, que parecem pequenas esferas. Por analogia, ganhou o sentido de abrir muito os olhos, como se eles fossem saltar das órbitas. A assonância e a rima de alhos com bugalhos motivou a expressão “misturar alhos combugalhos”, confundir coisas semelhantes mas distintas. A história das palavras é a história do homem. Elas nascem e atravessam idiomas, mudando quase sempre na forma – para se adaptarem à fala de um povo – e muitas vezes no conteúdo – revelando o olhar e o pensar dos novos usuários. A Casa da Mãe Joana (vol. 1 e 2) de Reinaldo Pimenta é uma coleção de origens curiosas de palavras, frases e marcas. O livro tem como objetivo divertir informando. Por isso, o critério da seleção foi a etimologia-surpresa. Não há nada de surpreendente na origem das palavras cavalo (do latim caballu) e chuva (do latim pluvia). Mas, se alguém disser "Pode tirar o cavalo da chuva!", eis um caso de etimologia-surpresa. “Nenhuma das etimologias aqui expostas foi inventada, com um intuito exclusivo e simplório de fazer graça. Todas, sem exceção, resultaram de estudos com base em artigos e obras de autores especializados no assunto.
A bibliografia ao final é a fonte desse trabalho e uma satisfação obrigatória ao leitor. Em resumo, é o que A Casa da Mãe Joana pretende ser: sério e divertido. Espero que se divirtam seriamente.” O autor.
Guia de Automação Comercial
Nesta edição continuaremos a falar sobre a automação comercial de supermercados, abordando o assunto preparação.
1 – Trabalho em parceria:
Nessa fase, a palavra-chave é parceria. Para o sucesso da implantação do sistema de automação comercial será preciso estabelecer uma relação de parceria. Aqui, o responsável pelo projeto e o profissional especializado escolhido devem confiar muito um no outro.
2 – A hora certa de investir:
Como resultado da etapa de planejamento, já estarão definidos os programas e equipamentos a serem adquiridos, bem como quando eles deverão estar disponíveis. Portanto, não é necessário comprar todos os programas e equipamentos listados de uma única vez. Observe a prioridade e a sua capacidade de investimento, faça isso com calma, controlando o seu orçamento.
3 – Uma pequena reforma:
Provavelmente você precisará executar algumas alterações físicas e operacionais no estabelecimento para, no mínimo, permitir a instalação dos equipamentos. Além disso, durante o inventário um dos problemas apontados pode ser a necessidade de mudanças das gôndolas ou na localização dos caixas. Aproveite esse momento para a reforma.
4 – Treinar é preciso:
Não basta investir apenas na aquisição de equipamentos e sistemas ou na contratação de uma boa consultoria. É necessário que existam pessoas capazes de operá-los adequadamente. Por isso, separe sempre uma parte do orçamento para as atividades de treinamento dos funcionários. Lembrese que esse treinamento tem que ser dado no momento em que o sistema estiver bem próximo de entrar em operação. Afinal, de nada adianta oferecer o treinamento se o funcionário demorar a pôr em prática o que aprendeu.
5 – Tarefas preliminares:
Aqui você vai precisar, e muito, da ajuda do profissional especializado escolhido. Antes de implantar o sistema de automação comercial, é preciso realizar algumas tarefas, como, por exemplo, montar sistema de codificação interno dos produtos; levantar códigos de barra usados nos produtos; levantar inventários; etiquetar mercadorias; encomendar formulários contínuos e outros insumos; configurar e instalar equipamentos, sistema operacional e efetuar a montagem inicial do banco de dados (registrando todo seu mix de produtos, cadastro de fornecedores e de clientes, entre outras fases de trabalho); e realizar teste-piloto para assegurar o funcionamento do sistema.
6 – Cópia de segurança:
Tão importante quanto cadastrar todos os dados no computador é fazer uma cópia de segurança (em disquete, CDROM, ZIP Disk), chamada de backup. Assim, caso o computador quebre, você terá seus dados gravados e, portanto, poderá inserir essas informações em outro micro e continuar o trabalho normalmente. Além da cópia de segurança, outros itens nesse sentido são importantes. Um dos principais é a aquisição de um no-break (equipamento usado para proteger o computador das tensões e falta de energia elétrica. Caso falte energia, a bateria do no-break possibilita que o computador continue sendo usado por determinado período, sem a perda dos dados). Também é necessário instalar um programa antivírus (software/utilitário usado para detectar vírus de computador e limpálos).
7 – Codificando produtos:
Para o varejista que está pretendendo implantar o uso de código de barras é importante que se façam algumas recomendações. Verifique inicialmente quantos fornecedores de seus produtos comercializados já possuem esta caracterização. Se alguns deles ainda não se utilizam deste sistema, é importante que seja prevista alguma forma de emitir as etiquetas com estes códigos, caracterizando, deste modo, cada um dos produtos oferecidos aos consumidores, para facilitar as operações no caixa. Caso o varejista seja o responsável direto pela impressão das etiquetas com os códigos de barras, é necessário que sejam tomados alguns cuidados básicos. É importante que a impressora utilizada tenha resolução suficiente para que o leitor ótico possa entender claramente o código, evitando com isso problemas na sua interpretação.

